Eu me sinto hoje atordoado. Atordoado por ver tanto neurônio flutuando e fugindo da minha cabeça. É fácil saber de uma ficção, e é uma outra realidade quando se vive uma.
Ao passar desses 2.2 de motor eu pude aprimorar muitas coisas na minha vida, pude aprender sobre um mundo que todos os dias me ensina, pude crescer de alma e consciência, amando, deixando ser amado, e virtuando a alguns que amam. Também, eu pude perder, sofrer e deixar ir: muitas coisas que hoje tenho a plena e terna noção de que foram para melhor.
Pude conhecer a metade do mundo, viajar e simplesmente viajar. E o lado mais acido disso tudo é não ter uma casa fixa, firme, estar-se sempre ao caminho, ao costume. Eu também pude ir ao extremo dos desejos; aprendendo a odiar e a perdoar a si mesmo pela ira; indaguei-me a ideia de esquecer alguém, a de não poder mais estar perto, soltei meus leões e cavalguei nesses.
Eu fui esperto, perspicaz, na maioria dos momentos inseguro, incerto, e até mesmo nervoso, entretanto o fiz como deveria ter sido.
Me dei uma nova doutrina, eu acho que intensifiquei-a: amar a mim mesmo antes que tudo e ser fiel aos meus sonhos, deixando-se ser guiado por Deus.
Vejo uma grande trajetória atras, e uma larguíssima adiante, pois o que eu penso que já passei é a minha ciência que não passei por nada ainda.
Agradecendo àqueles que directo ou indirectamente estive comigo todos esses anos, me guiando, protegendo-me, seja psico ou presentemente na minha vida.
Muito obrigado: a familia, amigos, companheiros de trabalho, chefes, ex-chefes e acima de tudo Deus.